Tendências da literatura brasileira: Prosa


Prefácio
Prosa Regionalista
Prosa Urbana
Prosa Política
Prosa Intimista
Prosa Memoralista ou Autobiográfica
O Conto e a Crônica
Referência Bibliográfica

Prosa Regional

A prosa regionalista no modernismo apresenta as várias regiões do Brasil, entretanto o nordeste é a mais retratada - o que segue a linha de escrita de Guimarães Rosa.

Alguns representantes desta tendência são Mário Palmério, Bernardo Élis e Ariano Suassuna.

Mário Palmério

Seu primeiro romance (Vila dos Confins), escrito segundo os esquemas tradicionais, não apresenta novidades e pode ser considerado uma obra menor ao lado do já clássico Chapado do Bugre, reconhecidamente um dos grandes romances brasileiros.

Chapado do Bugre

Narrado em terceira pessoa, paralela à qual coexiste a "consciência" de Camurça, a mula de montaria que visualiza o sentido de toda a trama - inclusive sua própria morte, como ocorre com os protagonistas de O coronel e o lobisomem e Sargento Getúlio -, Chapadão do Bugre é, sob o ponto de vista da estrutura narrativa, bastante insólito, rompendo os esquemas tradicionais.

Lingüisticamente, de todas as obras da nova narrativa é, ao lado de A pedra do reino, a que menos se desvia da norma culta do português, apesar de ser forte, nos diálogos, a presença de um linguajar caboclo-sertanejo. No que diz respeito à temática, Chapadão do Bugre, como afirma um crítico, apresenta a destruição do reino dos coronéis e dos jagunços.

Bernardo Élis

Bernardo escreve romances regionalistas, embora também tenha escrito poesias e faz, em suas obras, a denúncia social, havendo uma preocupação grande com o homem e os conflitos entre as classes.

O Tronco

No início do século, as disputas de poder levam a um rompimento entre os grandes proprietários de terra, os coronéis do sul e do norte de Goiás.

O coletor Vicente Lemos, um homem idealista, luta desesperadamente para impedir a guerra, sonhando com uma sociedade de justiça e respeito às leis, na qual se pudesse barrar a tirania dos coronéis.

A guerra vai se tornando inevitável, alimentanda pelas próprias ações legalistas de Vicente. E explode com toda a sua selvageria, num confronto, entre soldados da força legal, jagunços, bandoleiros e cangaceiros, que incendeia o sertão.